EUA pedem extradição de brasileiro preso pela Interpol no Panamá

Bruno foi preso quando tentava embarcar para o Brasil na Cidade do Panamá

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Bruno Menezes de Freitas foi preso pela Interpol no Panamá. Foto: Phillys Most Wanted
Bruno é acusado de assassinato em segundo grau na Pennsylvania

O brasileiro de Ipatinga, Minas Gerais, Bruno Menezes de Freitas, 19 anos, que foi preso pela Interpol no Aeroporto da Cidade do Panamá, em 21 de dezembro de 2022, quando estava em trânsito do México para o Brasil, por ter o seu nome incluído na Difusão Vermelha, por ser suspeito de ter cometido um latrocínio contra um brasileiro na Philadelphia, Pennsylvania. O nome de Bruno constava na lista do mais procurados na Philadelphia desde 2021.

Os Estados Unidos pediram a extradição de Bruno para cumprir uma pena de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional, porém, há um problema jurídico que pode impedir que o  Panamá deporte o brasileiro para os Estados Unidos. No código penal brasileiro não existe a prisão perpétua e ninguém pode ser condenado a mais de 30 anos de prisão. Se os Estados Unidos garantirem que Bruno cumprirá 30 anos de sua pena, o Brasil concordará com a extradição conforme consta em um tratado internacional. 

Bruno morava há três anos nos Estados Unidos e estava na companhia de outro brasileiro quando o crime foi cometido. Bruno negou a autoria do assassinato e na Pennsylvania a pena de morte está suspensa, contudo o roubo seguido de morte (latrocínio) é considerado um homicídio de segundo grau, que consequentemente equivale a uma pena de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

Caso o Panamá não extradite Bruno para os Estados Unidos, o brasileiro poderá cumprir a pena de 30 anos – de acordo com a legislação brasileira – no país e depois disto ser deportado para o Brasil.  

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